segunda-feira, 1 de junho de 2009

Dói...


Que dor é essa que não passa? Me aperta, me fere, me machuca a alma. Quem compreenderia se eu dela falasse? Me tomariam por doida, insana...Talvez me sugerissem uma internação. Mas essa dor é pungente e teima em doer.
Gostaria que pudessem sentir com a minha alma...que pudessem ver que por trás dessa aparência forte e dura, sou menina, sou frágil e necessito de colo.
Meus sentimentos são intensos e incompreendidos. Parece até que não tenho direito a eles. E em meio a dor, tenho necessidade do amor, pois sem amor...não existo.
E apesar de neste instante a dor massacrar o meu peito, tenho necessidade de prosseguir lutando e fazendo como a sábia Cora Coralina: “quebrando pedras e plantando flores”; pois aquilo que o sentimento não toca; não tem valor algum. (Rubra Rosa)

“Ajuntei todas as pedras
Que vieram sobre mim
Levantei uma escada muito alta
E no alto subi.
Teci um tapete floreado
E no sonho me perdi.

Uma estrada,
Um leito,
Uma casa,
Um companheiro.
Tudo de pedra.

Entre pedras
Cresceu a minha poesia.
Minha vida...
Quebrando pedras
E plantando flores.

Entre pedras que me esmagavam
Levantei a pedra rude
Dos meus versos.” (Cora Coralina)

“A vida nasce da dor. O amor mais amado surge depois de uma dor prolongada. Amor de Mãe.” (Gabriel Chalita)

Nenhum comentário:

Postar um comentário